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    Caio de A a Z

    Por Caio Fernando Abreu
    Existem 13 citações disponíveis para Caio de A a Z

    Sobre

    ?Nunca durante sua existência Caio F. foi tão lido, tão visto, tão comentado, tão reverenciado. Se por um lado isso pode soar tristemente irônico, por outro é motivo de celebração. Sua obra afinal permanece e sobrevive a ele, atemporal e universal.? - Maria Adelaide Amaral

    ?Só eu sei que cheguei à humildade máxima que um ser humano pode atingir: confessar a outro ser humano que precisa dele para existir.?

    ?Não saberás nunca que nesse exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva.?

    ?Cai fora, coisa cinza. E deixa entrar a alegria, o ar puro e o sol da manhã.?

    Caio de A a Z dá ao leitor uma boa seleção de trechos dos mais variados assuntos: amor, amizade, autoconhecimento, juventude, velhice, escrita... Os fragmentos foram selecionados a partir dos temas mais recorrentes na obra de Caio e estão listados em ordem alfabética, como num dicionário. A citação, ou um livro cheio delas, é como um delicioso aperitivo antes da refeição. Aqui você terá aperitivos de quase todos os livros de Caio Fernando Abreu, desde o célebre Morangos mofados e o infantil As frangas, até as peças de teatro, as cartas e as crônicas publicadas em jornal.

    14/02/2014 - O que é novo na versão: adição das fontes das citações + conteúdo adicional no final do ebook com as capas e sinopses dos títulos do Caio que foram pesquisados.

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    Citações de Caio de A a Z

    É certo que as pessoas estão sempre crescendo e se modificando, mas estando próximas uma vai adequando o seu crescimento e a sua modificação ao crescimento e à modificação da outra; mas estando distantes, uma cresce e se modifica num sentido e outra noutro completamente diferente, distraídas que ficam da necessidade de continuarem as mesmas uma para a outra.

    O amor que sinto pelos outros quase sempre é suficiente, não precisa nem ter volta.

    Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo.

    De tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar: de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.

    E decidi me poupar mais. Tem sido difícil. E não sei se há recompensa. Talvez, quem sabe, me sentir melhor comigo mesmo. Um I-Ching me aconselha a “limitação”: um lago não deve querer transbordar de seus limites.

    Se você quiser me contar das suas funduras, e não apenas defender-se — e os amigos são, sim, para trocar abismos —, então me escreva dez, cem páginas, e eu responderei com calor, com carinho, com toda amizade que realmente sinto por você.

    O mais doloroso nisso tudo não é sequer a crise social, mas a crise na alma das pessoas.

    Silêncio de amizade cara a cara quase sempre soa (?) constrangedor. As pessoas desviam os olhos, acendem cigarros, fazem comentários tipo nada a ver, só pra quebrar o silêncio. Em amizade telefônica, nunca: um fica ouvindo a respiração do outro durante muito tempo. E não precisa dizer nada.

    Resistimos, aos trancos, já nem sei se foi escolha ou solavanco. Difícil arrancar uma certa lucidez disso tudo.

    Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.

    Talvez bastasse qualquer coisa como chegar muito perto de você, passar a mão no teu cabelo e te chamar de amigo.

    Um dia a gente chega na frente do espelho e descobre: “Envelheci”.Então a busca termina. As perguntas calam no fundo da garganta, e vem a morte. Que talvez seja a grande resposta. A única

    Invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada.

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